Quando eu li no título de uma notícia que estavam inventando um formato de arquivo capaz de aumentar em até 1000 vezes a capacidade de armazenamento de um MP3 player, não posso negar que vi o início de uma revolução pintando. Mas durou pouco. Hoje em dia, os portais colocam títulos que, de tão absurdos, a gente acaba clicando só pra ver se realmente é verdade.
O assunto em questão seria, então, o substituto do formato MP3. Divulgou-se agora pouco que pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, estão trabalhando em uma nova tecnologia para arquivos digitais de música, capaz de tornar possível armezenar, em um iPod de 1GB, cerca de 240 mil músicas. Bizzaro, não?
Como não trabalho com isso, não consigo ter uma noção aproximada do que é possível, hoje em dia, em se tratando de compactação de arquivos, mas imagino que diminuir em até 1000 vezes o tamanho de um arquivo que já é compactado, é algo absurdo para os padrões atuais. Mas é aí que a verdade vem à tona: em vez de conter uma gravação completa de toda a música, o novo arquivo é apenas um “guia” de como os músicos tocam cada um dos instrumentos de uma canção. Um computador, já programado com uma “cópia digital” dos instrumentos, utiliza esse “guia” para reproduzir a música. Ou seja, o player deixa de ser um reprodutor, para ser um músico. Algo semelhante ao que o teclado faz quando colocamos um disquete com uns MIDs dentro…
A notícia pode ser interessante para alguns mas, para mim, um apaixonado incondicional por música, não passa de uma grande besteira. E eu não acredito que um computador venha a ser capaz de me divertir tanto quanto uma música composta por alguém “de verdade”. Será que vai chegar o dia em que as pessoas sairão de casa para assitir a um monte de iPods sentados em um banquinho tocando clássicos da música moderna?
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