Foram aprovadas na última quinta-feira (26) novas regras para o registro de endereços na web. A medida, que só deve surtir efeito a partir de 2009, possibilita que milhares de novos domínios sejam registrados em alternativa ao “.com”, endereço mais comum em 25 anos de controle da rede.

A medida irá mudar radicalmente a maneira de navegar na internet e tem conseqüência profundas para empresas e consumidores. A partir de agora os endereços serão mais “flexíveis” devido às novas extensões e o endereço dos sites será mais amplo que os ‘.com’, grande maioria da web. Os novos nomes podem incluir localidades, como “.brasil”, ou estabelecimentos comerciais, como “.banco”.

A Icann (Corporação para os Nomes e Números Atribuídos na Internet) aprovou as novas normas por unanimidade em reunião em Paris (França), com a presença de 1.500 representantes de 70 países. O órgão anunciou que não vai analisar casos específicos por enquanto. A Corporação ainda precisa definir detalhes, como as taxas para obtenção dos novos domínios. Estima-se que o registro de cada nova extensão, que pode ser desde um nome de país até os polêmicos “.sexo” ou “.xxx”, venha a custar cerca de US$ 100 mil para ajudar a entidade a cobrir um custo de mais de US$ 20 milhões com o processo.

O site de leilões eBay é uma das companhias que defende um domínio próprio. Cidades como Berlim e Nova York podem se beneficiar, respectivamente, com endereços terminados em “.berlim” e “.nyc”.


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