Por muito tempo compartilhei do preconceito quanto a filmes brasileiros. Um pouco por uma ridícula idolatria ao cinema americano (não, eles não são os melhores do ramo, apenas os que têm mais dinheiro para fazê-lo), um pouco porque sempre foi “moda” falar mal do Brasil e, não dá pra negar, as produções nacionais nunca tiveram lá uma qualidade que pudesse, realmente, ser comparada ao cinema gringo.
Mas aí veio Central do Brasil, O Auto da Compadecida, Carandiru, e finalmente Cidade de Deus, filme que elevou a qualidade das produções nacionais, com um roteiro de primeira linha e uma porrada de prêmios na prateleira. Não é à toa que Cidade de Deus é o único filme nacional a figurar no Top 250 Popular do IMDB, maior banco de dados da internet.
E agora, passada a fase em que o cinema nacional só conseguia potencilaizar a pobreza e a marginalidade de nosso País, começam a abrir espaços para filmes mais tranqüilos, mais elaborados, menos sinceros e mais divertidos. E é nesse contexto que entra a grande leva de comédias que bateu todos os recordes este ano. Se eu fosse Você 2 e A Mulher Invisível são filmes que eu ainda quero ver.
Destaco neste contexto todo o filme “Meu Nome Não é Johnny”, adaptação cinematográfica de primeira linha que merece ser assistida por toda e qualquer pessoa interessada em compreender melhor o ciclo de carreira na vida de um traficante. Selton Mello (um dos nossos melhores atores, e que não faz mais novelas) faz o American Gangster brasileiro em um filme divertido, cabeça, bem feito.
E agora chega a vez de um filme ao estilo John Woo, diretor pioneiros dos filmes de ação dos 80 e 90, com Besouro. Baseado no romance Feijoada no Paraíso, de Marco Carvalho, foi filmado na Bahia durante quase três meses. Fátima Toledo (Tropa de Elite, Cidade de Deus) cuida do elenco e Patrícia Andrade (Os 2 filhos de Francisco) assinou o roteiro.
Seguindo a tradição de publicar um trailer às sextas-feiras, vou variar um pouco hoje e colocar um filme nacional. Qualquer semelhança com “O Tigre e o Dragão”, de Ang Lee, é mera coincidência?
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