Radiohead impressiona e grava clipe sem utilizar câmeras

Postado em (música, software, tecnologia) por andy em 16-07-2008

Quem acompanha o cenário sabe que o Radiohead é uma banda que gosta de revoluções. Em 1997, com o lançamento do disco Ok Computer (um dos meus albuns preferidos, por sinal), a banda emplacou um sucesso atrás do outro e, hoje, o disco dos ingleses entra em 9 de cada 10 lista dos melhores discos da última década. Em 2000, o Radiohead foi ainda mais longe quando lançou Kid A, com músicas mais longas e uma pegada mais eletrônica e com letras abstratas como em ‘How To Disappear Completely’ e ‘Optimistic’. O lançamento de Kid A marcou uma grande ousadia da banda na época, quando divulgou singles não-oficiais no mercado utilizando a internet como ferramenta. Como bem disse o pessoal do Meio & Mensagem, hoje isso já não é uma grande novidade, mas na virada do milênio foi, indiscutivelmente, revolucionário.

E aí, no final de 2007, o Radiohead lançou o disco In Rainbows (9º da carreira) pela web e vendido ao preço que o internauta julgasse mais conveniente. Apesar dos engraçadinhos que imaginaram que o preço justo fosse R$ 0,00 (o que não pagaria nem o custo dos dados trafegados na hora de armazenar as canções na internet), o projeto foi um sucesso de divulgação e nas finanças também.

Agora a banda inova mais uma vez lançando um video que não utilizou câmeras em sua concepção. O clipe da música “House Of Cards”, que está no disco In Rainbows foi criado com a utilização de imagens em 3D extraídas a partir de lasers, sem a presença de qualquer câmera ou técnica de iluminação no set. Para criação das cenas, foram utilizadas tecnologias de scanning a laser que capturavam  movimentos em três dimensões, tanto para imagens com proximidade quanto para grandes ambientes. O vocalista Thom Yorke, por exemplo, teve seus movimentos extraídos por lasers preso ao seu corpo. No clipe, as imagens dele são intercaladas com captação em 3D de cenários diversos.

Para produzir o vídeo, 64 lasers rotacionavam e fotografavam os objetos em questão num raio de 360 graus, gerando imagens 900 vezes por minuto. O resultado era enviado para um computador e editado com o resto do material por meio de um software e resultando nas cenas que se vê no filme. Mais uma revolução, que você pode conferir no clipe, abaixo:

Comentários:

(1) Comment para este artigo.

Poste um comentário

ads
ads
ads
ads

Sobre

Nós, internerds, somos os caras que vivemos tudo aquilo que as gerações futuras vão estar comentando como marcos históricos: trocamos o VHS pelo DVD, vimos o nascimento e ascenção da internet, assistimos ao lançamento do IPod e do IPhone pelo YouTube, questionamos a revolução da TV Digital. Ah, também somos do tempo em que os salgadinhos da Elma-Chips vinham com um tazo dentro e cada um de nós já teve um copão da Coca-Cola ou da Pepsi.

E estamos aqui, misturando cultura pop e tecnologia numa mesma panela para comentar sobre tudo aquilo que é relevante para a nossa época, a era Internerd, onde ser um geek é ser “cool”. Junte-se a nós, você também faz parte disso, e aqui o papo é cabeça!

Top Last FM