
Como muita coisa que circula na Internet acaba não passando de mera expeculação, eu achei que essa história não passava de boato, mas então é verdade: o The Wall Street Journal anunciou em primeira mão o lançamento do Google Chrome, o navegador da Google. A companhia Google trabalhou por mais de dois anos no projeto e lançou o programa, nesta terça-feira, em mais de 100 países.
Poder para escorar o projeto, que teria como principal objetivo desbancar o navegador Microsoft Internet Explorer, a Google tem. E razões para fazer isso também: a empresa é a principal fornecedora e defensora dos “Aplicativos Web”, um formato de software on-line que, segundo muitos, vem para substituir os softwares convencionais. A Google defende a idéia de que, um dia, o usuário não precisará de mais nada instalado no computador além de um navegador, pois todos os programas necessários para trabalhar, editar textos, ouvir músicas, converter arquivos e fazer infinitas coisas, estarão rodando direto de um servidor web. Maior exemplo disso é o Google Docs, que é “quase” um Microsoft Office, porém gratuíto e on-line.
E como é verdade essa história do Google Chrome, estão diante de mais um grande passo desta revolução no formato de utilização dos computadores: não testei o programa ainda, mas é absolutamente certo que a Google criou um navegador com mais compatibilidade e integração com seus próprios serviços, como o Docs, Picasa e GMail. A idéia do navegador de internet ser mais independente, começa a ganhar forma definitiva.
De acordo com o Meio & Mensagem, há muitas outras especulações sobre o novo navegador na blogosfera. Algumas das novidades seriam as abas no lado superior da janela, e não abaixo da barra de endereços; a barra de endereço com função de auto-complementação com sugestões de palavras baseadas em páginas mais visitadas, ou as mais populares da web; pesquisa direta por um site apenas colocando o nome dele na barra; a homepage default trará as páginas mais visitadas em nove screenshots; e o modo privativo, igual à polêmica seção InPrivate do novo Internet Explorer, que teria o poder de bloquear publicidade oriunda de terceiros.
O lançamento do Chrome nesta terça-feira é o mais recente ataque da Google ao domínio da Microsoft no mercado de computadores. O Internet Explorer, da Microsoft, tem uma fatia de 80% do mercado de navegadores.