Entre armas e rosas, Chinese Democracy finalmente é lançado

Postado em (música) por andy em 28-11-2008

Esta semana o mundo da música viveu um momento um tanto quanto importante: o lançamento do álbum mais caro, mais aguardado e mais demorado da história da música! “Chinese Democracy” chegou às lojas de todo o mundo no último dia 23 e o alvoroço em cima do disco não poderia ser menor, afinal de contas estamos falando do primeiro disco de músicas inéditas do Guns N’Roses em 17 anos. E também não estamos falando de uma banda qualquer, afinal de contas o grupo liderado por Axl Rose representa um dos maiores fenômenos da Cultura Pop dos anos 90, tendo vendido até hoje quase 200 milhões de discos e realizado a mais lendária turnê já vista pela humanidade.

Eu, que ainda não era adolescente lá pelos idos de 1992 (quando o Guns vivia seu momento máximo) conheci o legado da banda californiana quando cheguei aos meus 15 anos. E, realmente, não dá pra passar indiferente pelo Guns: ou você gosta, ou você não gosta. O estilo excêntrico de seu frontman, somado ao estilo do guitarrista Slash (que simplesmente definiu o estereótipo do guitarrista “estrela”) e às canções melosas mas suficientemente pesadas da banda foram fatores que chamaram a atenção de um cenário que ainda vivia a ressaca deixada pelo rock dos anos 80.

O Guns quebrou barreiras e definiu conceitos no cenário musical e seu declínio, em meados de 1994, abriu um espaço que jamais foi preenchido: de lá pra cá o vocalista Axl Rose tornou-se o único proprietário da marca Guns N’Roses, colecionando polêmicas, conflitos e ex-integrantes. Resultado? O Guns nunca mais conseguiu lançar algo novo, até agora.

É quando chegamos, finalmente, em novembro de 2008: 11 anos após Axl Rose divulgar que a banda estaria trabalhando em um novo álbum e nada menos que 13 milhões de dólares gastos na produção de “Chinese Democracy”, finalmente podemos ouvir o resultado final de toda essa expectativa. E quer saber a minha opinião? Eu gostei. Não só gostei como me surpreendi ao perceber que “Chinese Democracy” é um excelente álbum e a voz de Axl Rose (não sei até que ponto o trabalho de estúdio influenciou) ainda está viva e marcante.

Se eu fosse Axl e tivesse um certo senso de localização, talvez mudaria o nome da banda e lançaria “Chinese Democracy” com uma assinatura diferente, sem o nome Guns N’Roses. Isto reduziria a responsabilidade em cima do disco e, por si só, já abriria o leque para interpretações mais flexíveis. Slash, por exemplo, fez isso com o Velvet Revolver e conseguiu chamar a atenção na proporção certa, sem maiores estardalhaços, mas enfim…

Bom, já que estamos falando em Guns, é verdade que “Chinese Democracy” não soa épico como os “Use Your Illusion” ou o “Appetite for Destruction”, mas ainda assim não deixa de ser um excelente álbum de hard-rock. E com alguns momentos nostálgicos também: as canções “Shackler’s Revenge”, “Madagascar”, e “This I Love”, por exemplo, não decepcionam em mostrar um Guns parecido com o de Slash. Fica evidente que falta, sim, a diferenciação imposta pelas guitarras de Slash mas, se pararmos pra pensar que “Chinese Democracy” precisou de 12 estúdios para ser gravado e mais de uma dúzia de músicos oficiais (somando os integrantes atuais com os que passaram pela banda desde que o álbum começou a ser gravado) não dá pra dizer que o trabalho ficou ruim.

Axl Rose tenta compensar os momentos menos inspirados com efeitos de estúdio e batidas que desfilam pelo pop, pelo hip-hop e até por inspirações eletrônicas, mas o que me deixou feliz, de verdade, foi poder ouvir a voz rouca e desgrenhada que marcou a minha adolescência novamente: e talvez seja por isso que “Chinese Democracy” já tenha chegado na casa dos milhões, afinal, além de mim existem pelo menos mais uns 200 milhões de sujeitos que pensam mais ou menos do mesmo jeito.

Versão física do Photoshop

Postado em (arte, software) por andy em 10-11-2008

A gente sempre diz que software é a parte que você xinga, enquanto hardware é a parte que você chuta. Dessa vez, dá pra fazer as duas coisas: xingar e chutar o software. Essa aí embaixo é a versão “física” do Photoshop. Se ele ultrapassasse os limites do monitor, ele seria mais ou menos assim:

As músicas que marcaram os anos 80

Postado em (música) por andy em 07-11-2008

Eu sei que estou ficando repetitivo com esses posts musicais e nostálgicos, mas não dava pra deixar passar essa compilação de músicas clássicas que marcaram os anos 80. Vale a recordação desta que, definitivamente, foi a melhor década da história da música:

00:00 Blondie - Call Me
00:12 Gary Numan - Cars
00:20 Pink Floyd - Another Brick In the Wall (Part 2)
00:35 Michael Jackson - Rock With You
00:50 Queen - Crazy Little Thing Called Love
01:00 Kim Carnes - Bette Davis Eyes
01:13 Hall & Oates - Kiss on My List
01:25 Rick Springfield - Jessie’s Girl
01:40 Kool & The Gang - Celebration
01:50 REO Speedwagon - Keep On Loving You
02:00 The Human League - Don’t You Want Me
02:05 Joan Jett & The Blackhearts - I Love Rock ‘N Roll

02:20 Olivia Newton-John - Physical
02:33 Survivor - Eye of the Tiger
02:52 John Mellencamp - Jack & Diane
03:00 Bonnie Tyler - Total Eclipse of the Heart
03:12 Dexy’s Midnight Runners - Come on Eileen
03:20 Men At Work - Down Under
03:30 Michael Jackson - Beat It
03:40 Michael Sembello - Maniac
03:50 The Police - Every Breath You Take
04:03 Bruce Springsteen - Dancing In the Dark
04:15 Culture Club - Karma Chameleon
04:25 Paul McCartney & Michael Jackson - Say Say Say

04:40 Kenny Loggins - Footloose
04:50 Van Halen - Jump
05:00 a-ha - Take On Me
05:20 Wham! - Wake Me Up Before You Go-Go
05:30 Madonna - Lika a Virgin
05:45 Dire Straits - Money for Nothing
06:00 Whitney Houston - How Will I Know
06:15 Pet Shop Boys - West End Girls
06:20 Sharam - P.A.T.T. (Party All the Time)
06:28 Mr. Mister - Broken Wings
06:50 Robert Palmer - Addicted to Love

Michael Jackson em capela eletrônica

Postado em (música) por andy em 04-11-2008

O nome do cara é François Macré e ele resolveu regravar o clássico “Thriller”, de Michael Jackson, usando apenas a sua voz. O trabalho “à capela” foi feito utilizando um software onde ele gravou 64 trilhas independentes de áudio. Macré usou apenas uma webcam, um microfone e seu computador pessoal e levou cerca de 350 horas (aproximadamente 15 dias ininterruptos de trabalho) para conseguir o resultado postado no video abaixo.

Em tempos de YouTube, onde se faz de tudo para conseguir um pouco de popularidade, já não basta mais ser criativo: é preciso ser genial! No caso do nosso amigo aí do video, ele precisou de bastaaaaaante tempo também, mas valeu o esforço: o resultado até que ficou bem interessante.

Segue o video:

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Sobre

Nós, internerds, somos os caras que vivemos tudo aquilo que as gerações futuras vão estar comentando como marcos históricos: trocamos o VHS pelo DVD, vimos o nascimento e ascenção da internet, assistimos ao lançamento do IPod e do IPhone pelo YouTube, questionamos a revolução da TV Digital. Ah, também somos do tempo em que os salgadinhos da Elma-Chips vinham com um tazo dentro e cada um de nós já teve um copão da Coca-Cola ou da Pepsi.

E estamos aqui, misturando cultura pop e tecnologia numa mesma panela para comentar sobre tudo aquilo que é relevante para a nossa época, a era Internerd, onde ser um geek é ser “cool”. Junte-se a nós, você também faz parte disso, e aqui o papo é cabeça!

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