Com a popularização dos filmes de animação (em 2 e 3 dimensões) no início dos anos 2000, a academia americana de cinema acabou criando o Oscar de Melhor Animação em 2002, o que acabaria automaticamente se transformando no oscar de melhor filme, mas para as animações. E muitos filmes bons levaram a estatueta de lá pra cá, embora a Pixar/Disney reine absoluta entre as produtoras. Os vencedores do Oscar de lá pra cá foram Shrek (2002), A viagem de Chihiro (2003), Procurando Nemo (2004), Os Incríveis (2005), Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais (2006), Happy Feet - O Pingüim e Ratatouille (2008).
Bom, agora a Disney quer sair da gaiola e tentar desbancar a academia com o oscar de melhor filme, e vai fazer o máximo possível para colocar o robozinho Wall-E na parada: pra começar, comprou o “nome” da revista Variet desta semana (nesta edição, vai se chamar Variet-E) e estará divulgando nos próximos meses alguns anúncios especiais que visam escalar o filme (fantástico, por sinal) ao prêmio máximo de Hollywood.
Eu acho que dá. E se colocarem o “Batman - O Cavaleiro das Trevas” também, melhor ainda. Vamos ver se Wall-E, que é um robô que cata sucatas no filme, consegue iniciar uma reciclagem na maior premiação do cinema. É esperar pra ver: eu tô torcendo.
Eu confesso que me enganei, e muito, com a adaptação cinematográfica de “O Código Da Vinci“. Na verdade, foi depois de assistir a este filme no cinema que eu passei a pensar duas vezes antes de me entusiasmar muito com a notícia de que um grande sucesso da literatura será adaptado para a telona: eu já havia lido o livro (como grande parte da população alfabetizada do planeta) e achei simplesmente uma droga. Não gostei mesmo. Nem mesmo Tom Hanks, talvez o ator mais fantástico da atualidade, salvou o filme de uma interpretação pífia de minha parte. Na verdade, achei que a inclusão de Hanks no elenco foi mais um ponto pra exagerar a expectativa da produção e mais um aspecto fracassado do resultado final.
O fato é que “O Código da Vinci”, o livro, é pra lá de divertido e interessante: é misterioso, conspiratório e, se for o primeiro (ou no máximo o segundo) livro do Dan Brown que você ler, vai realmente te empolgar. No terceiro livro você já começa a se cansar da fórmula (a mesma de sempre, tipo os episódios de Lost) e desejar que tudo aquilo acabe logo.
Agora chega a vez de “Anjos e Demônios“, a prequência de “O Código da Vinci” que será lançada como sequência. Tom Hanks e Ron Howard (diretor de Uma Mente Brilhante) voltam, escorados em mais um elenco de peso que desta vez conta também com Ewan McGregor e Ayelet Zurer. O filme estréia em 15 de maio de 2009 e desta vez vou tomar cuidado para não assistir. De qualquer forma, o post está valendo para divulgar o lançamento do primeiro teaser-poster do filme, que achei pra lá de bacana.
A imagem apareceu no site islandês Topp5.is e ainda não se sabe se ela é oficial ou apenas uma obra de um fã desocupado (mas talentoso): aquela fonte estilosa (da capa original do livro) não foi usada, mas a imagem da estátua enigmática (talvez um anjo? talvez um demônio?) olhando para a Praça de São Pedro, no Vaticano, ficou fantástica.
Se você assistiu ao filme Borat sem saber exatamente o que estava fazendo, é provável que - como eu - tenha ficado em dúvida se toda aquela história do filme era realmente uma ficção ou se aquele conceito de filme independente e invasivo realmente aconteceu. Algumas cenas do filme são tão bem produzidas e convincentes que eu realmente cheguei a me perguntar se aquele cara era um ator ou um personagem… Obviamente que a primeira coisa que fui fazer depois de assistir ao filme - ano passado - foi procurar pela “verdade” e descobri que Borat Sagdiyev é uma criação do humorista britânico Sacha Baron Cohen. Embora o filme que reporta a viagem de Borat à América do Norte tenha estreado em 2006, o personagem já existia pelo menos desde 2000, quando deu as caras pela primeira vez no programa de TV “Da Ali G Show” para o Channel 4, da Inglaterra.
Agora, está sendo produzido o novo filme de Sacha Baron Cohen, e a julgar pelos acontecimentos de produção, o novo filme será tão invasivo quanto Borat: Cohen foi preso em Milão, na Itália, depois de subir na passarela de um dos desfiles do Fashion Week de lá, semana passada. Aparentemente, Cohen buscava surpreender as modelos para conseguir uma boa tomada para o filme, mas acabou sendo detido por assustar as pessoas que estavam lá e atrapalhar o evento. O comediante foi solto depois de identificar-se e explicar-se às autoridades italianas.
Cohen recebeu 42 milhões de dólares da Universal para a produção do filme, cujo título completo será Bruno: Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt. Em tradução livre, Bruno: Deliciosas jornadas pela América com o propósito de fazer homens héteros visivelmente constrangidos na presença de um estrangeiro gay de camiseta coladinha.
Como bons internerds que somos, a medida que vamos “adultando” vamos também nos familiarizando cada vez mais com o Inglês, a língua oficial da Indústria do Entretenimento e do cinema holywoodiano, claro. E, assim sendo, vamos também perdendo o interesse em assistir filmes dublados para dar graças às maravilhas da edição de som original dos filmes, e nos encantando cada vez mais com isso.
É claro que hoje a minha opinião é de que até mesmo os filmes antigos proporcionam uma diversão mais completa quando apreciados em sua versão original, mas também não dá pra tirar os créditos daquelas dublagens cláaaasicas, daquelas pérolas da Sessão da Tarde, que a gente cresceu assistindo e, hoje, se fosse assistir com o audio original, acharia no mínimo estranho.
Quando eu comprei o meu Box de “De Volta para o Futuro”, a primeira frustração que tive foi a de perceber que o filme havia sido redublado, ou seja, as vozes dos personagens haviam sido regravadas para dar ao DVD mais “qualidade”. Sacanagem: toda a magia da versão dublada daquele filme estava na dublagem clássica da BKS. O jeito foi começar a assistir o audio original que, por sinal, me encantou e hoje não troco por nada…
A verdade é que todo esse rodeio é para reforçar a minha indignação real com essa história de dublar as dublagens, essa piada que as distribuidoras estão inventando para relançar os filmes mais antigos em DVD. Pra se ter uma idéia, assista a sequência abaixo (uma das minhas cenas preferidas de Um Tira da Pesada) nas duas versões e avalie: qual é a mais engraçada? A primeira é a “dublagem original” e a segunda é a dublagem nova, para o DVD.
Dublagem Original
Versão Redublada, para o DVD
E aí eu pergunto: somos nós que fomos ficando preconceituosos em assistir filmes dublados ou, realmente, não se dublam mais filmes como antigamente? Eu acho que é a segunda alternativa… Por via das dúvidas, semana passada fui checar com desconfiança antes de comprar o DVD de “Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova Iorque” para ter certeza de que a dublagem era a mesma que eu assistia na TV, e que bom que é. Bom, aí eu assisti algumas cenas dos dois jeitos (dublado e com o audio original) e no caso desse filme, pode ter certeza: dublado é muuuuuito mais engraçado. Taí o meu tributo às velhas (e boas) dublagens com uma cena eterna de “Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova Iorque”. Dublado:
Passada toda aquela euforia do filme “Batman - O Cavaleiro das Trevas“, já dá pra falar sobre o filme com um pouco mais de lucidez. E eu até acho que o filme é bom o suficiente para concorrer a uma série de estatuetas douradas no Oscar do ano que vem, mas isso que fiquei sabendo agora pouco é um pouco exagerado, confesso. Olha só:
Segundo alguns blogs espalhados internet afora, a Warner planeja relançar o filme “Batman - O Cavaleiro das Trevas” nos cinemas, em janeiro do ano que vem. Tudo isso para manter a película na cabeça dos eleitores do Oscar. O filme deve ser primeiramente relançado em salas com telas IMAX (aquele cinema em que a tela tem 16 metros de altura por 22 de largura), e ainda não há confirmação se o relançamento também atingirá salas convencionais. Além da preocupação com o Oscar, este eventual relançamento de Batman – O Cavaleiro das Trevas pode ajudar na realização de outra meta dos produtores: ultrapassar a marca de Titanic como a maior bilheteria de todos os tempos.
Eu sei que tudo isso está longe de acontecer, pois a nova aventura cinematográfica do Batman deverá ser lançada em DVD agora em dezembro, o que tornará esses rumores sobre o relançamento nos cinemas algo bastante improvável, mas mesmo assim me impressiono com esse tipo questionável de interesse, cada vez mais comum entre os grandes estúdios. Será que a Warner já não está satisfeita com todos os recordes que o morcegão quebrou este ano? E a julgar pelo gráfico de bilheteria divulgado semana passada, parece que já deu pra pagar as contas…
Eu tô mesmo é esperando, agora, pra ver o filme no conforto da minha televisão. Que venha logo o DVD: se vierem com essa frescura de relançar o filme nos cinemas, vou começar a “desgostar” do filmaço que assisti…. E termino parafraseando Harvey Dent, um dos personagens de “O Cavaleiro das Trevas”: “Ou você morre como herói, ou vive tempo o bastante para se tornar um vilão”. Vamos ver de que lado a Warner vai deixar o morcegão…
É de conhecimento público que a grande maioria dos efeitos sonoros de um filme são adicionados na edição e pós-produção, ou seja, nem sempre o que ouvimos nos filmes foi necessariamente gravado ali. E, como os grandes estúdios de Hollywood possuem uma biblioteca de efeitos sonoros infinitamente grande, é comum que alguns destes sons sejam utilizados mais de uma vez nas produções cinematográficas.
O caso mais famoso de todos, e post indispensável para a cultura internerd, é o som conhecido como “Wilhelm Scream”, gravado originalmente para o faroeste Distant Drums (Tambores Distantes), de 1951, e estrelado pelo astro do cinema western Gary Cooper.
O Wilhelm Scream virou uma espécie de piada interna entre os editores de filmes e aparece em dezenas de filmes. Um dos caras que mais curte incluí-lo é George Lucas, pois o som aparece em todos os Indiana Jones, todos os Star Wars e até no ‘Howard - O Pato’. Segundo comentários não-oficiais, até mesmo nos três filmes de “O Senhor dos Anéis” o audio aparece. Confira o video abaixo com uma compilação especial deste que é, com certeza, o grito mais comum da história do cinema:
Olhando a imagem acima, alguém aí lembra do filme “Um Robô em Curto Circuito“, cláaaasico da Sessão da Tarde e do Cinema em Casa? O filme é de 1986 e conta a história de Johnny 5, um robô militar que, ao ser atingido por um raio, adquire personalidade e passa a se meter em trocentas confusões. Me lembro deste filme e da sequência, de 1988, e lembro também que simpatizava muito com esse personagem…
Bom, depois de assistir Wall-E no cinema, eu confesso que sempre passava pela minha cabeça que o design do simpático robozinho da Pixar me lembrava alguma coisa, só não sabia exatamente o que é que era… Aí outro dia estava passando na TV aberta o filme Golpe Baixo, aquele em que o Adam Sandler comanda uns presidiários num jogo de futebol americano contra os guardas da prisão, e apareceu rodando em uma das cenas, na TV, o tal de Johnny 5. Fui quente pesquisar e não é que a suspeita não foi só minha? Dúzias de blogs e sites espalhados pela internerd citaram a semelhança entre os dois… E eu acho que NÃO é mera coincidência…
De qualquer forma, Wall-E é mais que um ótimo filme: é uma obra de arte do cinema de animação… E mesmo que a produção do filme tenha chupado ou simplesmente se inspirado no robô oitentista, eu acho que o resultado final acabou compensado… De qualquer forma, copiar é feio né? Comparem abaixo os cartazes dos dois filmes… E, se der tempo, assistam também ao Trailer de “Um robô em curto circuito” aqui... São ou não são irmãos?
Ah, só pra não perder a deixa: a Dimension Films anunciou que vai refilmar “Um robô em curto circuito” e pretende relançá-lo em 2010. Em tempos de pouca criatividade, o negócio é refilmar.
Eu acompanho o IMDB, maior banco de dados sobre cinema do planeta, há pelo menos dois anos… E, desde lá, o filme “O Poderoso Chefão“, de 1972, sempre foi o primeiro da lista dos melhores filmes de todos os tempos. Porém, depois de anos de hegemonia, a obra prima de Francis Ford Copolla parece ter sido desbancada por Batman - O Cavaleiro das Trevas. E isso considerando que o filme estreou mundialmente esse final de semana!
É pouco? Não. O novo filme do morcego bateu as estimativas de que faturaria US$ 155 milhões no final de semana de estréia e tornou-se a estréia mais lucrativa da história, faturando US$ 158,3 milhões, segundo a Variety.
Já quanto ao topo da lista no IMDB, é claro que a posição pode ser provisória, principalmente se levarmos em consideração que é uma série de fatores que define o resultado e, obviamente, algumas avaliações negativas também devem surgir ao longo do tempo. Mas não dá pra negar que os números são impressionantes e, como eu disse aqui ontem, mesmo não entregando spoilers, não tem como não sair do cinema sem aquela sensação fantástica de ter visto uma obra-prima. Minha nota para Batman - O Cavaleiro das Trevas é 11! E, se depender do meu voto, o filme vai continuar no topo desta lista, sim.
Não vou ficar aqui mastigando spoilers sobre ‘Batman - The Dark Kinght’. Tudo o que dá pra dizer é que o filme é fantástico, definitivo e, sim, merece todos os elogios que está recebendo por aí. Ao mesmo tempo, resolvi dedicar esse post ao universo dos quadrinhos, entrelaçando-o com o universo do cinema e da música. Segue:
O trailer de Watchmen, que está sendo exibido nos cinemas de todo o planeta antes do filme “Batman - The Dark Knight” (menos aqui em Passo Fundo, onde fomos assistir a estréia), deixou todo mundo na expectativa de uma superprodução que promete agitar a telona em 2009. A adaptação para o cinema da famosa Graphic Novel de Alan Moore e David Gibbons estréia somente em março do ano que vem, mas a julgar pela qualidade das imagens que podemos observar no trailer, com certeza vem coisa muito boa por aí. Watchmen é, definitivamente, a história em quadrinhos mais consagrada e influente da história, e o filme não deve decepcionar.
E bastou o lançamento das primeiras imagens de Watchmen para os internerds de plantão também focarem sua atenção em um outro elemento que se destacou no trailer: a canção usada como trilha, que é ‘The Beginning Is the End Is the Beginning’, da banda Smashing Pumpkins. Como a música não faz parte de nenhum álbum de estúdio do SP, percebi internet afora que muitos fãs acharam que a canção foi produzida especificamente para o filme. Mas, na verdade, a música foi produzida para o Batman!!! Catei algumas informações e acabei traçando uma pequena explicação para esse cruzamento interessante entre esses universos da Cultura Pop:
O Smashing Pumpinks é bastante experiente em participar de trilhas sonoras para grandes sucessos do cinema. Entre os títulos conhecidos em que Billy Corgan e Cia. já carimbou faixas estão A Estrada Perdida (Lost Highway, 1997); O Santo (The Saint, 1997), Não é Mais um Besteirol Americano (Not Another Teen Movie, 2001) e Transformers (Transformers, 2007). Mas a verdade é que em todos esses filmes citados aí em cima o SP encartou músicas de seus álbuns de estúdio. A única música que a banda compôs “por encomenda” foi a faixa ‘The End Is the Beginning Is the End’ para o filme Batman & Robin, de 1997. O filme é, com certeza, o mais fraco de todos as produções envolvendo o Batman, mas a música do SP agradou tanto os produtores do filme que a Warner acabaria pedindo um bônus para a banda.
O resultado foi a faixa ‘The Beginning Is the End Is the Beginning’, que não foi veiculada no filme, apenas no CD com a trilha sonora. As duas cancões são complementares na letra e na melodia, tendo inclusive o mesmo refrão, embora a segunda possua menos trabalhos instrumentais e algumas colheres de elementos psicodélicos. E é essa segunda faixa que Jack Snyder (diretor de Watchmen, que também assinou ‘300′) escolheu para iniciar a divulgação de seu novo filme. Assista o trailer abaixo:
Tartarugas Ninja - O Retorno foi lançado no ano passado e, desde então, muito tem se falado sobre uma possível sequência do filme, rodado através de animação computadorizada. Agora finalmente divulgaram uma possível data de estréia e uma surpresa bastante agradável: o filme pode deixar de ser animação e virar live-action, com atores reais.
De acordo com o Omelete, o comunicado foi do site Playmates Toys: “Seguindo o sucesso do lançamento nos cinemas de TMNT em 2007, a Mirage Licensing e o Imagi Studios começaram a trabalhar num novo filme de TMNT em live-action para 2010. São as Tartarugas como nunca vistas antes!”.
Pra mim e, com certeza, para muitos da geração internerd, é definitivamente uma boa notícia. A animação até que é “legalzinha”, mas nem se compara às produções cinematográficas dos anos 90, que rechearam a Seção da Tarde e muita criatividade nas brincadeiras de infância.
De qualquer forma, é preciso torcer pra que seja verdade, pois como se trata de um parceiro de licenciamento dos realizadores do filme, pode ser um erro de comunicação entre as empresas, ou mera especulação. Se o longa-metragem for mesmo em live-action, será a primeira aposta do Imagi, estúdio formado em Hong Kong em 2000, no formato no cinema.
Nós, internerds, somos os caras que vivemos tudo aquilo que as gerações futuras vão estar comentando como marcos históricos: trocamos o VHS pelo DVD, vimos o nascimento e ascenção da internet, assistimos ao lançamento do IPod e do IPhone pelo YouTube, questionamos a revolução da TV Digital. Ah, também somos do tempo em que os salgadinhos da Elma-Chips vinham com um tazo dentro e cada um de nós já teve um copão da Coca-Cola ou da Pepsi.
E estamos aqui, misturando cultura pop e tecnologia numa mesma panela para comentar sobre tudo aquilo que é relevante para a nossa época, a era Internerd, onde ser um geek é ser “cool”. Junte-se a nós, você também faz parte disso, e aqui o papo é cabeça!