Google lança navegador próprio e irá concorrer com IE e Firefox

Postado em (mercado, software, tecnologia) por andy em 02-09-2008

Como muita coisa que circula na Internet acaba não passando de mera expeculação, eu achei que essa história não passava de boato, mas então é verdade: o The Wall Street Journal anunciou em primeira mão o lançamento do Google Chrome, o navegador da Google. A companhia Google trabalhou por mais de dois anos no projeto e lançou o programa, nesta terça-feira, em mais de 100 países.

Poder para escorar o projeto, que teria como principal objetivo desbancar o navegador Microsoft Internet Explorer, a Google tem. E razões para fazer isso também: a empresa é a principal fornecedora e defensora dos “Aplicativos Web”, um formato de software on-line que, segundo muitos, vem para substituir os softwares convencionais. A Google defende a idéia de que, um dia, o usuário não precisará de mais nada instalado no computador além de um navegador, pois todos os programas necessários para trabalhar, editar textos, ouvir músicas, converter arquivos e fazer infinitas coisas, estarão rodando direto de um servidor web. Maior exemplo disso é o Google Docs, que é “quase” um Microsoft Office, porém gratuíto e on-line.

E como é verdade essa história do Google Chrome, estão diante de mais um grande passo desta revolução no formato de utilização dos computadores: não testei o programa ainda, mas é absolutamente certo que a Google criou um navegador com mais compatibilidade e integração com seus próprios serviços, como o Docs, Picasa e GMail. A idéia do navegador de internet ser mais independente, começa a ganhar forma definitiva.

De acordo com o Meio & Mensagem, há muitas outras especulações sobre o novo navegador na blogosfera. Algumas das novidades seriam as abas no lado superior da janela, e não abaixo da barra de endereços; a barra de endereço com função de auto-complementação com sugestões de palavras baseadas em páginas mais visitadas, ou as mais populares da web; pesquisa direta por um site apenas colocando o nome dele na barra; a homepage default trará as páginas mais visitadas em nove screenshots; e o modo privativo, igual à polêmica seção InPrivate do novo Internet Explorer, que teria o poder de bloquear publicidade oriunda de terceiros.

O lançamento do Chrome nesta terça-feira é o mais recente ataque da Google ao domínio da Microsoft no mercado de computadores. O Internet Explorer, da Microsoft, tem uma fatia de 80% do mercado de navegadores.

Firefox ultrapassa Internet Explorer na Hungria

Postado em (internet, mercado, software, tecnologia) por andy em 31-07-2008

Fiquei muito feliz em saber que o Firefox ultrapassou, pela primeira vez, o navegador Internet Explorer, da Microsoft. E foi a Hungria o primeiro país do planeta a divulgar essa marca: o navegador da raposa já é usado, por lá, por 48,9% dos internautas. O Internet Explorer soma 46,8% dos usuários.

As informações, compiladas pela companhia de informática Adverticum, se baseiam em 2,4 milhões de navegadores que visualizaram alguma publicidade oferecida pelo administrador AdServer entre junho e julho deste ano.

Essa é, sem dúvidas, mais uma das vitórias que o Firefox simboliza para a tecnologia e a inclusão digital do planeta. Após anos de hegemonia, um software aberto e gratuíto ultrapassa um rival escorado pela maior empresa de software do mundo. E isso é apenas o começo: o navegador da Mozilla vem ganhando espaço por todo o planeta nos últimos anos e, quando lançou sua versão 3.0, em junho, entrou para o livro dos recordes por somar mais de 8 milhões de downloads em um único dia. E viva à raposa, mais uma vez!

Firefox 3: quase que a raposa afunda

Postado em (internet, tecnologia) por andy em 17-06-2008

Não dá pra não comentar: depois de mais de um mês falando sobre quebrar o recorde mundial como o programa com o maior número de downloads em um mesmo dia, a palavra que resume o Download Day, da Mozilla sobre o navegador Firefox, é fiasco. O site oficial para baixar o programa simplesmente baleiou por mais de 3 horas.

E quando digo fiasco, não me refiro a respeito da terceira versão do programa em si, que inclusive sou defensor fiel, mas da estratégia que a fundação adotou para distribuir o software. Poxa, se já era esperado que muuuuita gente ia entrar no site para baixar, gente essa que se cadastrou no site previamente, para que a empresa soubesse, bom, pelo menos deveriam ter se preparado melhor, não? Ou depender de um servidor que desse conta, ou adotar outras estratégias de distribuição.

Como diz o Cris Dias, em tempos de p2p, essa história toda é um mico total. Em vez de ficar se preocupando em centralizar o pessoal todo em um único site para fazer contadores girarem, deviam espalhar torrents por todo canto e provar que este tipo de compartilhamento não serve só pra incentivar a pirataria. Dá, sim, pra fazer coisas “legais” usando os torrents.

Bom, passada a indignação, que durou pouco mais de 3 horas (a idéia era poder baixar o programa a partir das 14h, mas só consegui pegar a minha cópia depois das 17h), já estou com o Firefox 3 na frente e minha análise sobre o programa, até agora, ainda é muito superficial. Por isso nem vou ficar preenchendo linhas sobre isso. Tudo o que posso dizer, até o momento, é que a barra de endereços do programa realmente é inteligente, e cumpre com o prometido. E pra saber mais, aí já acho que todos devem ir lá e baixar o navegador da Mozilla, afinal de contas o Firefox é, sim, o navegador mais bacana da atualidade.

Ah, e de qualquer forma, esperei o site voltar ao ar pra baixar a minha cópia do programa. Eu quero, sim, que muita gente fale sobre o programa e comece a utilizar também. Precisamos de uma web mais democrática, gratuíta, e que respeite os padrões do mercado.

Firefox 3: o que vem pela frente?

Postado em (internet, software, tecnologia) por andy em 19-05-2008

A Mozilla liberou no sábado (17) a primeira versão “Release Candidate” do navegador Firefox 3. Obviamente algumas alterações deverão ser feitas até o lançamento definitivo do aplicativo, programado para o final de junho, mas de acordo com os executivos da empresa, esta é praticamente a versão final do programa.

O Firefox 3 deve corrigir os problemas diagnosticados em sua estrutura básica, nas cinco versões anteriores que possui, além de mudanças na interface e uma visualização mais rápida das páginas de Internet (essa última é sempre a promessa, quando se lança um novo browser). Também estão entre as promessas um consumo de memória inferior ao do Firefox 2 e mais segurança de navegação. A Mozilla é, hoje, a principal concorrente da Microsoft, que liberou no início de março uma versão experimental do Internet Explorer 8.

Eu, particularmente, uso o Firefox desde 2005 e, hoje, não o troco por nenhum outro navegador. Nem mesmo o Safari, que fui obrigado a experimentar depois daquela estratégia questionável da Apple de incluir o programa nas atualizações automáticas do iTunes e QuickTime, me convenceu a trocar a rapoza, embora o navegador da Apple também seja muito bom. Cheguei a instalar a versão beta do Firefox 3 e confesso que gostei dos pequenos detalhes nele inseridos: acho que essa é a essência para se conquistar um público cada vez mais obcecado pela simplicidade e transparência da Era Digital. Agora, é esperar pra ver…

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